Pular para o conteúdo principal

Caminhante, não há caminho...


Resultado de imagem para caminhante não há caminho

Tudo passa e tudo fica
porém o nosso é passar,
passar fazendo caminhos
caminhos sobre o mar


Nunca persegui a glória
nem deixei na memória
dos homens minha canção
eu amo os mundos subtis,
leves e gentis,
como bolas de sabão


Gosto de vê-las pintar-se
de sol e grená, voar
debaixo do céu azul, tremer
subitamente e quebrar-se…

Nunca persegui a glória


Caminhante, são tuas pegadas
o caminho e nada mais;
caminhante, não há caminho,
se faz caminho ao andar


Ao andar se faz caminho
e ao voltar a vista atrás
se vê a senda que nunca
se há de voltar a pisar


Caminhante não há caminho,
senão sulcos no mar…


Há algum tempo neste lugar
onde hoje os bosques se vestem de espinhos
ouviu-se a voz de um poeta gritar
“Caminhante não há caminho,
se faz caminho ao andar”…

Golpe a golpe, verso a verso…


Morreu o poeta longe do lar
cobre-lhe o pó de um país vizinho.
Ao afastar-se viram-no chorar
“Caminhante não há caminho,
se faz caminho ao andar…”

Golpe a golpe, verso a verso…


Quando o pintassilgo não pode cantar.
Quando o poeta é um peregrino.
Quando de nada nos serve rezar.
“Caminhante não há caminho,
se faz caminho ao andar…”

Golpe a golpe, verso a verso.

Resultado de imagem para caminhante não há caminho
Antonio Machado - Poeta Espanhol

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O verdadeiro 7 x 1 é fora de campo

Após a eliminação da Alemanha na fase grupos da Copa do Mundo de 2018 começaram a surgir vários questionamentos nas mídias sociais e na TV se a valorização do futebol alemão até agora seria válida ou não.
Quem tem uma visão resultadista provavelmente adorou a eliminação, criticou a exaltação da Alemanha dos últimos anos, mandou memes, cantou a versão do "Bela Tchau" para os alemães e até questionou se o que os tetracampeões fizeram em 2014 foi realmente merecedor ou apenas coincidência.
Par quem tem uma visão mais ampla de gestão e estratégia provavelmente não caiu no embalo da turma do oba oba e, pelo contrário, até lamentou a precoce eliminação alemã. Para entender a questão campo do resultado obtido pelos alemães em 2018, recomendo a excelente análise do Leonardo Miranda.
Referente a questão da gestão e da estratégia de como o produto futebol é gerido pela federação e pela liga alemã, o 7 x 1 fora de campo continuará imperando por muito tempo caso a visão resultadista e limi…

O consumo per capita das maiores torcidas do Brasil

Na semana passada efetuei uma análise sobre a efetividade das atuais gestões em converter a sua base em sócio torcedores, em bilheteria e sócios do clube social. Houve um ajuste na análise pois faltaram os dados de faturamento de bilheteria do Grêmio.

Pelo segundo ano consecutivo, efetuei um estudo visando calcular qual seria o consumo per capita dos torcedores das maiores torcidas do Brasil.

Os dados foram coletados do relatório no siteSports Value. O número de torcedores foi baseado na última pesquisa Datafolha de abril de 2018. Apesar do faturamento com bilheteria não constar no balanço de Corinthians, Grêmio e Fluminense, para não haver distorção na análise, foi considerado o faturamento bruto coletado no site globoesporte.com.
Na tabela abaixo podemos observar ranking de consumo per capita considerando como base o total de torcedores em todo o território nacional:




Nessa análise é possível verificar que, como no ranking anterior, o Botafogo é o grande destaque com faturamento de 42 mi…

O custo por ponto conquistado no Brasileirão 2017

Após a publicação sobre a eficácia dos times brasileiros referente a gestão dos custos do departamento de futebol e o desempenho no campeonato brasileiro, foi sugerido uma análise sobre o custo por cada ponto conquistado pelas equipes.
Foi considerado na análise os mesmos valores do post anterior, 8 meses da temporada. Segue abaixo a relação:

Pela tabela podemos observar que um custo abaixo de R$ 50 milhões (R$ 6,25  milhões/mês)  aumenta o risco de um time ser rebaixado, casos de Ponte Preta e Coritiba. Sport se livrou nas últimas rodadas, bem como o Vitória. 
Em 2016 vários times com R$ 5 milhões/mês conseguiram êxito, como a própria Ponte Preta, além do Vitória, Sport e Chapecoense. Provavelmente os custos com salários devem ter sido inflacionados em 2017, pois apenas três times tiveram gastos abaixo de 50 milhões. Em 2016 seis times tiveram orçamentos abaixo dos 50 milhões.
O mesmo se observa para os times que chegaram entre os seis primeiros colocados. Nenhum time gastou menos do que…