Pular para o conteúdo principal

Enfim vai começar a temporada 2014






Muitos que me seguem no twitter já devem ter se cansado de ler meus comentários sobre as críticas referentes aos estaduais. Na minha opinião temos a maior pré temporada do mundo, jogando no lixo 3 meses do calendário a troco de muito pouco. Para muitos o ideal é que os estaduais sejam disputados apenas pelos times que não joguem as sérias A e B do Brasileiro, para outros tem que ser mantida a tradição. 

Já fui mais radical referente aos estaduais e penso que, conforme as medidas sugeridas pelo Bom Senso F.C., os estaduais poderiam ser realizados em 30 dias num modelo Copa do Mundo, com sedes espalhadas pelo interior dos Estados, como um ajuste fino visando os campeonatos nacionais. Desta forma, os campeonatos nacionais e regionais das Séries A, B, C, D , E seriam jogados em 9 meses do ano.

Portanto, apesar da triste eliminação do Palmeiras e das reclamações de arbitragem nos estaduais do Rio, Minas e Florianópolis, vai começar o que realmente interessa, pois Campeão Estadual serve para estatística e levantar a auto estima, mas no frigir dos ovos, não vale nada além de observações e conclusões sobre o planejamento da temporada, visando tomar as medidas corretivas e fazer os ajustes finos.

Baseado em dados estatísticos, costumo mostrar em números o que é necessário para ser campeão brasileiro, se classificar para  o G4 e fugir do rebaixamento. Também procuro fazer uma avaliação de tendências fatiando o torneio em mini campeonatos.

Para começar, seguem abaixo os dados estatísticos médios desde 2006:

  • A média de pontos para ser campeão Brasileiro é  74 pontos ( 65% de aproveitamento). Somente em 2009 o Flamengo, com 69 pontos,  foi campeão abaixo dos 70 pontos;
  •  A média mínima de pontos para se classificar para o G4 é de 63 pontos (55% de aproveitamento). Apenas o Botafogo em 2013,  com 61 pontos, conseguiu chegar ao G4 com menor aproveitamento;
  • Desde 2006, apenas dois clubes fora dos quatro principais estados do Brasil se classificou para o G4, o Paraná em 2006 e o Atlético-PR em 2013;
  • A média de pontos para não ser rebaixado é de 43 pontos ( 38% de aproveitamento). Somente em 2006 o 17º  colocado foi rebaixo abaixo de 40 pontos ( Ponte Preta 39 pontos);
  • A média de gols marcados para um time ser campeão é de 62 gols. Em apenas 03 anos o campeão fez menos que 60 gols.
  • A média de gols marcados para um time  se classificar no G4 é de 53 gols. Em apenas 01 anos um time do G4 fez menos que 50 gols.
  • A média de gols sofridos para um time ser campeão é de 34 gols. Em apenas 01 ano um time foi campeão sofrendo mais de 40 gols.
  • A média de gols sofridos para um time se classificar no G4 é de 46 gols. Em apenas 02 anos um time do G4 sofreu mais de 50 gols.
  • Apenas duas vezes o Campeão Estadual se tornou Campeão Brasileiro na mesma temporada (Flamengo 2009 / Fluminense 2012)
  • Em média 02 Campeões Estaduais dos 4 principais estados do Brasil se classificam para o G4. Nos últimos 02 anos apenas 01 Campeão Estadual se classificou no G4 em 2013. 

Baseado nessas estatísticas podemos prever que, em tese, o campeão brasileiro de 2014   provavelmente não serão Internacional, Cruzeiro e Flamengo. No máximo dois destes três times têm maior probabilidade de se classificar para o G4.
      
     Os possíveis candidatos ao título, baseado no elenco atual e na probabilidade estatística podem  ser: Atlético Mineiro, Grêmio e correndo por fora o SCCP.

      Coloco o Palmeiras com chance de brigar pelo G4 juntamente com os 06 times acima citados, além de Santos , SPFC e Fluminense. 

     Acredito que o Palmeiras precisa de um elenco mais qualificado e com reservas de nível técnico e função tática similar aos titulares para poder manter o padrão. O fatídico jogo contra o Ituano escancarou que o time atual é muito dependente de 03 jogadores: Alan Kardec, Valdívia e Wesley. Se o Palmeiras não tiver outras formas de jogar ou jogadores com funções similares aos 03 acima citados, pode perder pontos bobos que farão falta no final. 

      Agora é aguardar se os dados vão comprovar a média estatística ou podem fugir do padrão, pois no futebol, como na vida, nada é previsível e tudo pode acontecer num piscar de olhos.

      Os números frios apenas mostram O quê dos dados , os analistas procuram o Por quê dos dados. 















Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O verdadeiro 7 x 1 é fora de campo

Após a eliminação da Alemanha na fase grupos da Copa do Mundo de 2018 começaram a surgir vários questionamentos nas mídias sociais e na TV se a valorização do futebol alemão até agora seria válida ou não.
Quem tem uma visão resultadista provavelmente adorou a eliminação, criticou a exaltação da Alemanha dos últimos anos, mandou memes, cantou a versão do "Bela Tchau" para os alemães e até questionou se o que os tetracampeões fizeram em 2014 foi realmente merecedor ou apenas coincidência.
Par quem tem uma visão mais ampla de gestão e estratégia provavelmente não caiu no embalo da turma do oba oba e, pelo contrário, até lamentou a precoce eliminação alemã. Para entender a questão campo do resultado obtido pelos alemães em 2018, recomendo a excelente análise do Leonardo Miranda.
Referente a questão da gestão e da estratégia de como o produto futebol é gerido pela federação e pela liga alemã, o 7 x 1 fora de campo continuará imperando por muito tempo caso a visão resultadista e limi…

O consumo per capita das maiores torcidas do Brasil

Na semana passada efetuei uma análise sobre a efetividade das atuais gestões em converter a sua base em sócio torcedores, em bilheteria e sócios do clube social. Houve um ajuste na análise pois faltaram os dados de faturamento de bilheteria do Grêmio.

Pelo segundo ano consecutivo, efetuei um estudo visando calcular qual seria o consumo per capita dos torcedores das maiores torcidas do Brasil.

Os dados foram coletados do relatório no siteSports Value. O número de torcedores foi baseado na última pesquisa Datafolha de abril de 2018. Apesar do faturamento com bilheteria não constar no balanço de Corinthians, Grêmio e Fluminense, para não haver distorção na análise, foi considerado o faturamento bruto coletado no site globoesporte.com.
Na tabela abaixo podemos observar ranking de consumo per capita considerando como base o total de torcedores em todo o território nacional:




Nessa análise é possível verificar que, como no ranking anterior, o Botafogo é o grande destaque com faturamento de 42 mi…

O custo por ponto conquistado no Brasileirão 2017

Após a publicação sobre a eficácia dos times brasileiros referente a gestão dos custos do departamento de futebol e o desempenho no campeonato brasileiro, foi sugerido uma análise sobre o custo por cada ponto conquistado pelas equipes.
Foi considerado na análise os mesmos valores do post anterior, 8 meses da temporada. Segue abaixo a relação:

Pela tabela podemos observar que um custo abaixo de R$ 50 milhões (R$ 6,25  milhões/mês)  aumenta o risco de um time ser rebaixado, casos de Ponte Preta e Coritiba. Sport se livrou nas últimas rodadas, bem como o Vitória. 
Em 2016 vários times com R$ 5 milhões/mês conseguiram êxito, como a própria Ponte Preta, além do Vitória, Sport e Chapecoense. Provavelmente os custos com salários devem ter sido inflacionados em 2017, pois apenas três times tiveram gastos abaixo de 50 milhões. Em 2016 seis times tiveram orçamentos abaixo dos 50 milhões.
O mesmo se observa para os times que chegaram entre os seis primeiros colocados. Nenhum time gastou menos do que…