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Chegou o Derby!




Domingo é dia de Derby.

Um dia especial, pois é o dia em que entra em campo a maior rivalidade intergalática de qualquer Palmeirense.

Nada é mais saboroso, prazeroso e extasiante do que ganhar um Derby.

Com certeza os gols em que eu mais gritei e vibrei em toda a minha vida foram contra eles, nas arquibancadas do Morumbi e Pacaembu.

O gol mais gol da minha vida foi o do Zinho em 12/06/93. Talvez nunca mais grite tão forte como aquele gol.

Outro gol contra eles que pra mim é inesquecível foi o gol do Mirandinha aos 42 do segundo tempo da semi-final de 1986.

Em ambos os jogos os gols saíram bem próximos de onde eu estava. A emoção seria a mesma se estivesse do outro lado, mas estar ali antevendo o gol antes que a bola entrasse, como no chute do Zinho, em que eu vi a bola passar pelo goleiro deles antes de tocar a trave direita e morrer nas redes, foi fantástico.

Inesquecível também foi o gol de Marcos na decisão por pênaltis em 2000 pela Libertadores. Gritei forte, fiquei rouco, perdi o fôlego, a voz e o equilíbrio até cair no chão em êxtase, numa viagem sem fim rumo ao Nirvana.

O Divino nos confessou de viva voz que sua conquista mais saborosa foi naquele 22/12/1974.

Isso é o Derby.

Um caleidoscópio de emoções que se misturam intensamente e que em uma bola tudo pode mudar para um lado como para o outro.

Chegou o Derby e o que esperar de domingo?

Um Palmeiras vibrante, impulsionado por milhões de torcedores sedentos por confirmar que estamos voltando ao patamar dos anos de glória.

O sentimento geral é que desde 2008 não sentíamos a confiança de que o time pode ir longe, mesmo ainda em fase de formação.

Por isso o jogo de domingo é importante.

A vitória, mais do que uma certeza de que podemos ganhar o título, será saboreada por deixá-los ainda mais afundados numa crise que parece não querer sair da Marginal sem número.

Não nos esqueçamos do fiasco de 2011, quando eles recém toliminados, ganharam da gente no domingo seguinte. Ressuscitamo-os dos mortos, transformando aquela vitória no embrião do que eles conseguiram depois.

O que espero do nosso time é que joguem por nós, que há anos estamos sedentos por vitórias e auto-afirmação.


Estaremos espalhados pelo mundo, grudados nas TV´s, rádios, laptops e smartphones, apoiando, juntamente com os dois mil que estarão nos representando no estádio, como nossa voz, nosso coração e nossa alma, para novamente transcender nossa camisa e nossa aura para o local reservado para poucos, que é tê-los como freguês histórico.

Jogadores, domingo será o grande dia.

O divisor de águas.

O dia em que podemos ser deuses.
























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