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You Can Always Get What You Want




Depois de quase 2 horas e meia de show, madrugada à dentro deste domingo, mais uma vez a consagração total dos Rolling Stones em rede mundial.
Durante cada segundo me senti conectado com New Jersey, com o mundo e principalmente, com aqueles seres que flutuavam no palco, sendo saudados como deuses.
Ao vê-los em ação, senti o quanto o ser humano pode ser o que quer, basta sonhar, querer e lutar para que esse sonho, muito mais do que se concretize, permaneça eternamente em nossas vidas.
Esses seres quase septuagenários ainda exalam vitalidade, amor, paixão, realização pelo que fazem. Impressionante que sempre ao ouvirmos as declarações dos grandes homens e mulheres que habitaram a terra durante toda a nossa existência, todos, sem exceção, estavam em plena atividade nas suas respectivas áreas de atuação, mesmo a poucos dias das suas mortes terrenas.
Essas pessoas vivem e viveram a vida plenamente, cheios de luz, amor, esperança, porque tinham um propósito para suas vidas, criaram e realizaram seus sonhos.
Todos nós podemos viver nossos sonhos, basta desejarmos profundamente, olhar para dentro, deixar de se alimentar do externo, voltar-se para nosso íntimo, que tudo está lá nos esperando, latejante de energia, esperando que sejamos despertados da hipnose do mundo externo, e deixar fluir a nossa essência, sem julgamento, sem expectativas, somente ser.
Espero que no fim da minha vida, e que na vida de cada um de vocês, possamos deixar um legado, uma mensagem, uma lição para todos ao nosso redor, para o maior número possível de pessoas. Esse legado pode ser de todas as maneiras, mas o principal é que deixemos nossa marca com nosso sangue, como o grande filósofo Nietzsche já escreveu.
Ao vermos Mick Jagger em plena forma, o brilho em seus olhos, a força da sua voz, as melodias dos grandes Keith Richards e Ron Wood acompanhados pela cadência de Charlie Watts, fazem com que simples três ou quatro acordes transcendam  para a eternidade as várias músicas que desfilaram e deleitaram toda a plateia mundial que reverenciava seres divinos pela TV, pela web, mas principalmente pela alma. A alma livre e sem barreiras do Rock and Roll.

Quando o grande poeta Fernando Pessoa escreveu a célebre frase:  Tudo vale a pena quando a alma não é pequena, inconsciente já estava sentindo o quanto o Rock and Roll poderia traduzir na prática seus sentimentos.
Nesses últimos dias, em que o destino bateu forte em minha porta, vi parentes desperdiçando sua vida com guerra de egos e que minha tia Cleri nos deixou de forma repentina,  reforça ainda mais que devemos viver a vida de forma intensa, plena e verdadeira.
Devemos deixar os pensamentos mesquinhos, pequenos, que só servem para diminuir o ser humano e precisamos criar uma nova história dentro de cada um, olhando para nossa alma, e tendo como exemplo os Rolling Stones, que engrandecem a existência humana, vivendo plenamente seus sonhos.

Nesse momento de reflexões, desejos, balanços, planos para o ano que se iniciará, sugiro você parar alguns minutos, fechar os olhos, olhar para dentro, se conectar consigo mesmo e, aos poucos, descobrir, sentir sua essência, seus sonhos, seus medos, suas amarras, para que todos nos transformemos em pessoas plenas, despertando da vida monótona, sem graça que muitos de nós tivemos até o dia de hoje, tudo devido a o que os outros, o externo quiseram, mas que nós aceitamos.
Estou lendo um grande livro chamado a Escola dos Deuses, de Elio D’anna.  Nesse livro a mensagem  que o autor nos passa é que nós devemos tomar as rédeas das nossas vidas, despertar nosso ser para vivermos nossos sonhos, pois, ao contrário do que os próprios Stones compuseram,  We Can Always Get What We Want, basta somente escolher de qual forma iremos chegar lá, sendo clientes do destino ou sendo os grandes autores da nosso história.

A resposta é simples:








Comentários

  1. Oi Marcelo, lindo e emocionante texto....quando comecei a ler, pensei no Escola dos Deuses...
    Parabéns pelo texto e pelo privilegio de ver os deuses no palco...beijo gde

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