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Palmeiras 0 x 1 Atlético MG – No escuro e sem rumo




Não assisti à partida contra o Sport, pois estava em viagem, portanto não tenho como emitir minha opinião sobre o jogo.  O que posso dizer, não só deste jogo, mas de todos os jogos que não assisti em toda minha vida, é que o resultado do jogo não traz o mesmo impacto em minhas emoções do que acompanhar ao jogo ao vivo.  Acompanhar uma partida traz a sensação de estarmos jogando junto, participando de cada lance, chutando a bola junto com os jogadores, defendendo junto com o goleiro, orientando e incentivando junto com o treinador.

Talvez essas sensações de estarmos participando do jogo seja um dos principais motivos dessa  “doença“ que é acompanhar nosso time do coração em todos os jogos do ano. De uma certa forma estamos tão conectados com essa paixão que não poder participar do jogo nos traz uma sensação de abstinência e ansiedade, que ao acompanhar o jogo, mesmo em situações de pressão e dificuldades, nos dá a sensação de jogarmos junto. Quem joga junto sente e vibra junto.

O pior sofrimento de quem não está acompanhando o jogo é assistir na casa do seu sogro ,ou de outro parente, o jogo da TV e ficar ansioso a cada bolinha que pisca na tela. Quando essa bolinha não aparece, também a ansiedade e apreensão estão presentes. Já fiquei tentando ouvir a voz do narrador do estádio anunciar os gols antes de aparecer a bolinha na TV. Algum “maluco” já fez isso também?

Na época AC, antes do celular, até levamos o radinho para o cinema para escutar o jogo durante um filme.  Na época DC, depois do celular, já acompanhei alguns jogos em casamentos, festas infantis, aniversários familiares, etc. Meu estado de espírito pode mudar a cada gol do Palmeiras ou contra.

Tudo isso graças ao meu sangue alviverde herdado do meu pai.

Será que tem cura para essa doença? Acho que é igual à ressaca, é melhor tomar outro porre para curar a anterior do que entrar em abstinência.

Qual seria a graça de não poder acompanhar meu time ou perder o amor que sempre fez meu coração bater mais forte a cada gol, desde Jorge Mendonça até Marcos Assunção?

Não há “cura” para essa paixão!

No último sábado o Palmeiras entrou em campo para jogar contra o Atlético Mineiro, que estreava Ronaldinho Gaúcho, que poderia estar com a camisa do Palmeiras, caso houvesse ousadia dos atuais “comandantes” do time.

Com certeza todos os Palmeirenses jogaram muito mais do que os “jogadores” que entraram no gramado da gelada noite de sábado no Pacaembu.

Com exceção de Marcos Assunção, os demais jogadores foram bisonhos. O Palmeiras era para ter tomado de 3 ou 4 caso o juiz não anulasse dois gols legítimos do adversário, fora dois ou três gols perdidos cara a cara com o goleiro Bruno.

Nosso goleiro ia cometendo outra falha ridícula e foi salvo pelo bandeirinha, que marcou impedimento no lance, anulando o gol do Atlético Mineiro.

Ronaldinho Gaúcho deu outro peso para o time e para os jogadores do Atlético. Com certeza, à partir de sua contratação, eles vão ter muito mais espaço na mídia nacional e internacional e o time ficou mais forte com ele em campo. Pode ter sido uma excelente contratação, baseado na primeira impressão.

Pelo lado Palmeirense, as únicas verdadeiras chances de gol foram nas duas bolas na trave do Marcos Assunção. Lamentar as duas chances, todos torcedores lamentamos, mas é muito pouco para um time da grandeza do Palmeiras só levar perigo ao gol adversário em bolas paradas. Inadmissível!

Felipão não aguenta mais o grupo e vice versa. Tenho certeza que ele vai sair após o desfecho da Copa do Brasil, ganhando (eu ainda acredito, muito pouco, mas acredito) ou perdendo (o mais provável).

Caso esse fato se concretizar, será mais um ídolo que se vai, frustrando nossas expectativas, assim como Kleber e Valdívia, que já fez as malas e provavelmente só volta para negociar sua situação e não jogará mais pelo Palmeiras. Uma pena.

A sensação atual para mim é igual ao GPS quando não encontra sinal, um clube sem rumo, tentando buscar um sinal para retomar a rota original. Totalmente no escuro com relação ao seu futuro no Campeonato Brasileiro e no seu destino a curto e médio prazo.

Triste situação que está cada dia mais abalando a confiança de todos os Palmeirenses, que em sua maioria, já dão como certa a eliminação na semifinal da Copa do Brasil para o Grêmio.

Vamos aguardar que um Miraculo de San Gennaro faça com que o GPS encontre algum sinal, pelo menos para os próximos dois jogos contra o Grêmio.

Tenho certeza que a trajetória do Palmeiras no Campeonato Brasileiro está totalmente ligada com as consequências da classificação final na Copa do Brasil.

Vamos aguardar para que lado a bola vai cair quando tocar na fita.

Talvez só por 180 ou 360 minutos, um pequeno feixe de luz possa iluminar o sombrio caminho atual do Palmeiras, e levar o time para um improvável, mas não impossível, título de Campeão da Copa do Brasil.

Caso isso não acontecer, espero que não sobre pedra sobre pedra e que todos os líderes do bem se unam em busca de um candidato de consenso para ganhar as próximas eleições e efetuarem as reformas estatutárias tão esperadas e defendidas por Palmeirenses que amam esse clube e torcem da mesma forma desde quando começaram a dar seus primeiros passos no mundo apaixonante que é torcer para o Palmeiras.

Que assim seja!!



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