Pular para o conteúdo principal

As Cinco Colunas

As cinco colunas 06/11/11

 
Como faço todas as semanas, estive no Palestra Itália durante a semana e a cada etapa da obra que vai tomando forma, fico imaginando quanto esta reconstrução irá significar para o Palmeiras. Até a semana passada observava a construção da parte do conjunto poliesportivo da Rua Turiaçú e o prédio administrativo da Avenida Francisco Matarazzo e já sentia o ar de renovação no ar mas, ao entrar no clube nesta semana, pela primeira vez foi possível observar as primeiras cinco colunas de sustentação da  nova Arena Palestra.


A emoção que senti foi totalmente diferente do que até então. Foi passando um filme na minha cabeça desde a votação dos sócios para aprovar a Arena,os primeiros dias das obras, as dificuldades impostas pelas ratazanas que habitam o Palmeiras para tentar parar a obra, a falta de conhecimento da imprensa para informar com correção os leitores, etc.


Por mais que exista a necessidade de renovação em todos os seus estados dentro do clube, ao ver o estádio, as quadras e a parte social serem demolidas me deu um certo ar de melancolia e ao mesmo tempo sentia uma força maior para ver o gigante Palmeiras se renovar e exorcizar seus demônios.



Palestra Itália em obras
Devido ao péssimo momento atual que o Palmeiras está atravessando em quase todas as suas instâncias, ao ver o estádio e o clube com escombros espalhados, o sentimento do torcedor Palmeirense em muitas vezes é de desespero, desolação, falta de esperança, como o sentimento de Perry no corredor da morte no célebre livro A Sangue Frio de Truman Capote.



Desde o último dia 24 de outubro, o dia na nova arrancada heroica, os ventos aos poucos começaram a mudar de rumo e ao ver as cinco colunas imponentes no antigo local das numeradas no meio das Palmeiras Imperiais, a sensação de que o Gigante Palmeiras está ressurgindo ficou literalmente mais concreta.


As cinco colunas estão lá para mostrar ao mundo que, apesar de todas as tempestades enfrentadas pelo Palmeiras, estamos ressurgindo em corpo e em alma. As colunas que irão sustentar o renascimento deste clube que nunca deixará de ser grande apesar dos Lilliputs que hoje estão dominando o conselho.



 
As cinco colunas representam muito mais do que cimento e ferro, representam a alma de uma torcida que não deixará nunca de acreditar no impossível, desde os difíceis anos da fundação, da tentativa de invasão durante a segunda guerra mundial, da mudança de nome, das pessoas com pensamento pequeno, egoísta e mesquinho que ainda poluem a aura do clube.


As colunas têm um significado além do real, elas representam a ligação com o divino, que neste caso tem nome e sobre nome, Ademir da Guia e os Deuses Palmeirenses encarnados ou desencarnados que estão reconstruindo o Palmeiras como a Fênix.

As divinas colunas no céu

Comentários

  1. Muito bom!
    Precisamos de um pouco de otimismo e vontade! O pessimismo nos domina desde a década de 80. O que vem de bom nesses casos são lances de sorte, como a Parmalat. Não podemos mais arriscar essas coisas. Temos que fazer nosso destino.

    ResponderExcluir
  2. Salve, Bense, e que as cinco colunas tragam mais para todos nós, palmeirenses, e não um gol do Grêmio aos 46 do segundo tempo!

    Parabéns por mais um texto!

    Adriano Paciello

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

O Dono e os Chefs

Após sete mudanças de treinadores em apenas quatro rodadas do Campeonato Brasileiro da Série A, vários colunistas estão criticando o que já é recorrente na gestão do clubes brasileiros, a troca de treinadores por maus resultados ou expectativas não alcançadas.
Para tentar ilustrar de uma forma mais lúdica as consequências deste comportamento inaceitável dos gestores esportivos, convido o leitor a ler a seguinte historia:
O Dono e os Chefs
Uma churrascaria acaba de trocar de dono no início de dezembro e, como o negócio não ia bem, o dono resolveu trocar de churrasqueiro, pois os clientes estavam reclamando da qualidade da comida, tanto que as vendas estavam baixas recentemente.
O novo mestre churrasqueiro, juntamente com o dono, estavam com várias ideias e decidiram aumentar a variedade de carnes no cardápio. No começo do ano a curiosidade dos clientes fez com que aumentassem as vendas mas,  após 3 meses, os clientes já perceberam que a qualidade e a expectativa com o novo churrasqueiro fi…

Os fatores que impactam na percepção de valor dos torcedores parte 2 : Precificação

Na semana passada iniciei uma série de posts referentes aos fatores que impactam na percepção de valor dos torcedores. O próximo fator que gostaria de compartilhar com vocês é a precificação dos ingressos.
Como ponto de partida dessa análise, vamos avaliar o comportamento do torcedor do São Paulo em alguns jogos no Morumbi:
23/03/2016 – Campeonato Paulista São Paulo 1 x 0 Botafogo de Ribeirão Preto Dia da semana: quarta feira Horário: 21:45h Público Pagante: 3.118 Renda Bruta: R$ 123.026 Ticket Médio: R$ 39,49
06/07/2016 – Copa Libertadores da América São Paulo 1 x 2 Atlético Nacional (semi final) Dia da semana: quarta feira Horário: 21:45h Público Pagante: 61.766 Renda Bruta: R$ 7.526.480 Ticket Médio: R$ 121,85
22/10/2016 – Campeonato Brasileiro São Paulo 2 x 0 Ponte Preta Dia da semana: sábado Horário: 17:00h Público Pagante: 49.673 Renda Bruta: R$ 600.541 Ticket Médio: R$ 12,09
12/02/2016 – Campeonato Paulista São Paulo 5 x 2 Ponte Preta Dia da semana: domingo Horário: 17:00h Público Pagante: 50.952 Renda Br…

Os Alienistas

Tudo começou em 1995, na final da Supercopa São Paulo de Juniores. Após o gol de ouro que deu o título ao Palmeiras, os palmeirenses invadiram o gramado para comemorar e foram provocar os são paulinos, que, aproveitando a pouca presença de policiais, invadiram o gramado, transformando o campo de jogo na primeira batalha campal entre torcidas organizadas transmitidas ao vivo pela TV. 
As consequências foram a morte do garoto Márcio Gasparin, a condenação de Adalberto Benedito do Santos e, pela primeira vez, as organizadas Mancha Verde e Independente foram extintas pelo promotor público Fernando Capez, que comentou na época: “Era necessário um tratamento de choque.”
Como na belíssima obra O Alienista, de Machado de Assis, a partir dessa época começou a batalha dos Alienistas contra a festa popular nas arquibancadas do Brasil. Depois dessa medida, as bandeiras, instrumentos, faixas, papéis picados, rojões, fogos de artifício, sinalizadores foram proibidos, além de não poder vender cerveja.…