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O grande show do Ser humano na TV

Passei  as últimas horas desta sexta e a tarde deste sábado em frente à TV  zapeando pelos vários canais sempre em busca de programas que, de alguma forma, pudesse trazer algo de arte, cultura e aprendizado. 

Pra começar assisti o VT do show dos All Blacks sobre Tonga 41 x 10 na abertura da Copa do Mundo de Rugby, o terceiro maior evento de maior audiência global.  Os donos da casa não deram chance aos adversários, numa partida que demonstrou todas as habilidades da equipe neo zelandesa. A performance dos All Blacks pareceu um grande balé pelos gramados, as sincronias na troca de passes em velocidade, a grande movimentação, os jogadores se entregando sem nenhum estrelismo. Esse  jogo está cada vez mais conquistando minha admiração devido à estratégia, empenho e principalmente à impressão de que todos estão lá por inteiro e não pela metade, como já disseram os Titãs na clássica Comida. Um show a parte é a dança tribal das duas equipes antes do jogo, The Haka dos All Blacks já é um patrimônio da humanidade. Essa cerimônia é surreal, pois junta em um mesmo momento os ancestrais do passado dentro de uma arena global conectando em um único momento todos os matizes do ser humano . Esse jogo ainda vai dar muito o que falar no Brasil. 

Na manhã e tarde deste sábado mais um show dos dois clubes de Manchester,  o  United sobre o Bolton por  5 x 0 e o City sobre o Wigan por 3 x 0 . Os dois times com 100% de aproveitamento em 4 jogos da Premiere League, seguidos bem de perto pelo Chelsea com somente 02 pontos de diferença. Da mesma forma que no Rugby, também é clara a dedicação, empenho e principalmente a alta performance das duas equipes de Manchester. Todos se entregando a cada jogada.


Por volta do meio dia, chegou a hora do meu All Black Label acompanhado de castanha de cajú para dar mais sabor e já com um grande pressentimento que a tarde prometia. Depois de alguns goles a conexão com a TV parece que saiu de uma ligação via fone para banda larga de alta velocidade e zapeando mais um pouco comecei a assistir Eu Te Amo, Cara. Um filme que pode passar despercebido para a grande maioria ,mas  não para quem gosta de rock and roll , principalmente do Rush.  Um cara que não tem muitos amigos e que tem uma vida ordinária que está em busca de um maior sentido para sua vida. Durante sua peregrinação ele encontra Sydnei que o coloca em outro patamar, vivendo um estilo de vida fora dos padrões estabelecidos na sociedade moderna e resgatando da alma do protagonista do filme a alma do rock and roll através do Rush. A cena dos dois assistindo ao show com a trilha sonora de Limelight é muito legal . Quem tem a alma do Rock e vai aos  show vai vibrar muito tendo ao fundo a Santíssima Trindade ( Geddy Lee, Neil Peart e Alex Lifesson).  


Embalado pelo filme e depois de uma saborosa feijoada, volto pra casa e assisto em alto e bom som o DVD do Rush Exit... Stage Left, a santíssima trindade no seu auge. Tom Sawyer, Red Barchetta, The Trees, Xanadú , Limelight , YYZ e uma música que para mim é uma obra prima chamada Free Will e seu refrão filosófico:

 You can choose a ready guide in some celestial voice.
If you choose not to decide, you still have made a choice.
You can choose from phantom fears and kindness that can kill;
I will choose a path that's clear-
I will choose Free Will.


Como no filme, minha mulher foi Rushnized após esta seção.

 Minutos depois, com a mão no controle remoto e já em estado de êxtase, embalado pela leveza do ser mas totalmente sustentado pelas obras do Rush, que Milan Kundera me perdoe,  assisti a um show de tênis na semi final do US Open entre Djokovic e Federer. Um jogo de viradas, de superação, dedicação, emoção. Após fazer 2 x 0 , Federer cede o 2 x 2 e no quinto set, Federer faz 5 x 3 em um break point, faz 40 x 15 sacando com 02 match points a favor, Djokovic faz o inesperado e consegue o break e fecha em 7 x 5 no quinto set. Que jogo!! Emocionante. O ser humano se superando, mostrando o quanto é capaz, que tudo pode acontecer, que a vida é cheia de possibilidades, como já escreveu Neil Peart, um dos Deuses da Bateria e da poesia do rock.

 Como o ser humano em sua plenitude consegue transmitir para toda a humanidade e toda a eternidade sua grandeza, infinidade de potenciais, criatividade, deixando em todos uma sensação que podemos muito mais do que já fazemos, estimulando nossos sentidos e percepções, transformando uma mera tarde de sábado em um espetáculo da humanidade.


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