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Futebol, mais que um jogo, uma explosão de emoções

Hoje é um dia muito especial,  pois estou iniciando este blog para poder compartilhar com todos minhas ideias, pensamentos e propostas que imagino possam ser debatidas e implementadas dentro do produto Futebol. 

Pretendo compartilhar com vocês quais foram as primeiras lembranças emotivas da minha relação com o futebol, as sensações que foram se aflorando enquanto os anos se passaram,  a forma como minha paixão por este esporte se refletiu na minha vida e como essa relação que já dura mais de 30 anos cada vez fica mais forte, mas também vista de outras formas além de um simples jogo de 90 minutos.

Creio que todo garoto nascido nos países que o futebol é o esporte mais popular, assim que começa a andar, deve ter ganhado uma bola de presente do pai, tio ou avô e esta deve ser a primeira relação com a bola. Uma relação lúdica, divertida, sem muitas consequências iniciais. Provavelmente é esta a primeira relação com futebol em um conceito mais amplo. Nesta fase da vida ainda não sabemos exatamente o que esta bola significa, a não ser mais um brinquedo. Acho muito difícil alguém lembrar deste momento. 

O contato com a primeira bola pode não ter deixado nenhuma lembrança  consciente. Agora o jogo pode mudar completamente dentro do nosso inconsciente se a família do garoto for de torcedores que realmente torcem por algum clube. No dia que foi confirmado que o bebê será um garoto já começa a discussão dentro da família sobre qual time ele irá torcer. Se os avôs e o genro torcerem para o mesmo time não temos muitos problemas, mas se forem torcedores de times rivais a guerra estará lançada. À partir deste momento as diferentes equipes começam a traçar estratégias de jogo para marcar os primeiros gols, a torcida nas arquibancadas se agita, a turma do deixa disso fica a postos e as emoções se afloram antes mesmo do garoto nascer. No dia do nascimento já começa outro jogo,  pois provavelmente teremos mais de um uniforme colocado na porta do quarto da maternidade. É o avô falando de um lado, o genro retrucando de outro. Ainda corre o risco de o garoto nascer no dia de clássico e todos podem estar vendo a partida dentro do quarto e o garoto lá, sem saber ainda o que lhe espera. 

Que esporte é esse que aflora tantas emoções ao mesmo tempo, que todos procuram tomar partido?  

Que esporte é esse que mesmo no mundo atual onde as pessoas se divorciam cada vez mais, mudam de opção sexual e até de sexo mas não mudam seu time de coração?

Que esporte é esse que por mais fria que seja a relação do torcedor com seu time em dia de decisão esse pacato cidadão se transforma em um guerreiro de batalha, coloca a camisa do seu time mesmo que seja dentro de casa, a cada situação da partida ele vai pra sacada gritar gol independente do dia, hora e circunstâncias? 

Que emoções são essas que se afloram durante estes 90 minutos?  

Minhas lembranças desta época são muito dispersas, me lembro de algumas delas que começaram a criar um elo de ligação com o esse jogo mágico através do meu velho pai escutando os jogos do Palmeiras aos domingos. Minha primeira lembrança que só depois de muitos anos me dei conta foi em 1974, meu pai gritando como um louco o gol do Ronaldo sobre o Corinthians naquela histórica final no Morumbi. Lembro dele no banco do carro, sentado na cozinha ou na sala, no banco da praça vibrando com os gols do Palmeiras.

Outros dois fatos que também me recordo desta fase da vida foi a invasão corinthiana ao Maracanã e o título paulista de 1977 após 23 anos de fila. Esses foram dois fatos que ficaram na memória pela emoção que a cidade de São Paulo viveu. 

Que coisa, nunca tinha percebido isso, somente agora que estou escrevendo este post, que o início desta paixão com o futebol vem da paixão do meu pai pelo Palmeiras. Seria essa relação o início desta enorme paixão que eu sinto e que foi herdada do meu velho pai? Creio que pra mim foi e pra muitos que estão lendo este post  também. 

A constatação que a paixão seria forte foi em 1978, a minha primeira Copa, mas este será mais próximo post. 

E você, quais foram os momentos que você se lembra e que despertaram esta paixão ? Vamos compartilhar?

Marcelo Paciello








Comentários

  1. Querido,
    Bem-vindo ao mundo dos blogs! E que você se divirta muito por aqui.
    Grande beijo,
    Andréa

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  2. Obrigado Andréa.
    Você tem o seu?
    Bjs

    ResponderExcluir
  3. Grande, Bense! Sua veia latente em jornalismo misturada à paixão pelo futebol finalmente resultou em algo! Acho que muitas coisas que lerei aqui tive a aoporunidade de vivenciar ao seu lado! Irmão, parabéns pela iniciativa, e como sempre, só tenho a aprender com vc! Bjão.
    Adriano Paciello

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  4. Oba! E quando postar mais, avisa!!! beijos
    Nadia

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  5. Tenho o meu há 3 anos quase! Só sobre literatura. Depois dê uma olhada: http://paginasdarelva.blogspot.com/

    Beijos

    ResponderExcluir

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