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Mostrando postagens com o rótulo Seleção Brasileira

Brasil eliminado da Copa: surpresa?

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Mais uma vez o fantasma das quartas de final apareceu no Catar e a seleção brasileira foi eliminada pela Croácia nos pênaltis. Desde 2002 a seleção foi eliminada em quatro oportunidades nas quartas de final e uma vez na semifinal, o histórico 7 a 1 contra a Alemanha. Entre 1970 e 1994 o cenário foi um pouco melhor. Considerando que em 1974 e 1978, apesar do finalista ter sido definido em um grupo de 4 seleções, o Brasil disputou a liderança até a última rodada, podendo ser considerado duas eliminações numa semifinal. Além disso foram duas eliminações em quartas de final (1982 e 1986) e uma nas oitavas (1990). O Brasil ganhou 5 copas das 22 já disputadas. Isso significa uma média de uma conquista a cada 4,4 Copas. Caso esta média fosse distribuída durante as 22 edições do mundial a seleção brasileira teria vencido as Copas de 1950, 1970, 1986, 2006 e 2022.  Como a última edição conquistada pelo Brasil foi em 2002, pela média histórica a edição do Catar seria a conquista do hexa, poi...

A Liguagem do Futebol

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O futebol é um sistema de signos, ou seja uma linguagem. Tem todas as características fundamentais da linguagem por excelência, o que expomos em seguida como termo de comparação, ou seja a linguagem escrita-falada. De fato, as "palavras" da linguagem do futebol se formam exatamente como as palavras da linguagem escrita-falada. Agora, como se formam estas últimas? Se formam através da "dupla articulação", ou seja através das infinitas combinações dos fonemas que são, em italiano, as vinte e uma letras do alfabeto. Os fonemas, portanto, são as "unidades mínimas" da língua escrita-falada.  Queremos nos divertir definindo a unidade mínima da língua do futebol? Vejamos: "Um homem que usa os pés para chutar a bola", essa é a unidade mínima: esse "podema" (se queremos continuar nos divertindo). As infinitas possibilidades de combinação dos "podemas" formam as "palavras futebolísticas", e o conjunto das "palav...

PERDER, GANHAR, VIVER

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Vi gente chorando na rua, quando o juiz apitou o final do jogo perdido; vi homens e mulheres pisando com ódio os plásticos verde-amarelos que até minutos antes eram sagrados; vi bêbados inconsoláveis que já não sabiam por que não achavam consolo na bebida; vi rapazes e moças festejando a derrota para não deixarem de festejar qualquer coisa, pois seus corações estavam programados para a alegria; vi o técnico incansável e teimoso da Seleção xingado de bandido e queimado vivo sob a aparência de um boneco, enquanto o jogador que errara muitas vezes ao chutar em gol era declarado o último dos traidores da pátria; vi a notícia do suicida do Ceará e dos mortos do coração por motivo do fracasso esportivo; vi a dor dissolvida em uísque escocês da classe média alta e o surdo clamor de desespero dos pequeninos, pela mesma causa; vi o garotão mudar o gênero das palavras, acusando a mina de pé-fria; vi a decepção controlada do presidente, que se preparava, como torcedor número um do país, pa...

Precisamos falar de identidade

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A demissão de Eduardo Batista e a volta de Cuca para o cargo de treinador do Palmeiras foi um dos temas mais discutidos nos últimos dias. Nas mídias sociais notamos as reações entusiasmadas da grande maioria dos torcedores palmeirenses, celebrando a volta do treinador que comandou o Palmeiras na conquista do título brasileiro de 2016. Por outro lado, vimos muitas críticas de analistas sobre a demissão de Eduardo Batista. Comentei via twitter sobre a necessidade das organizações esportivas trabalharem sua identidade e, consequentemente, a identificação do torcedor com seu time. Por não trabalharem corretamente essa identidade, acabam contratando jogadores e treinadores que não são identificados com os atributos dos times e, como consequência, o imediatismo pelos resultados acaba queimando qualquer tipo de trabalho, pois o foco fica apenas em ganhar, não importando a forma, sem que tenha uma relação cognitiva, afetiva do torcedor pelo treinador, jogadores e estilo de jogo. ...

Contra Números Não Há Argumentos

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Após mais uma eliminação da Seleção Brasileira, as mesmas críticas, dúvidas e questionamentos do atual momento do futebol brasileiro vêem a tona com uma série de análises e sugestões de melhoria. Acredito que o ponto de partida deve ser o reconhecimento por parte de todos os envolvidos com o futebol no Brasil (dirigentes, jogadores, treinadores, comissão técnica , mídia, patrocinadores) de que o atual nível do futebol brasileiro está abaixo das maiores ligas do mundo. Em 10/05/2015, o grande Paulo Vinícius Coelho escreveu uma coluna na Folha  sobre o atual nível do Campeonato Brasileiro em comparação às principais ligas do mundo. Segundo ele o nível da Série A no Brasil é para ser comparada com as ligas da França, Holanda, Argentina e Portugal. Esse comentário do PVC me deixou intrigado e como trabalho com produtos de estatística para o futebol, solicitei os dados consolidados das ligas acima citadas, além das 4 principais ligas do mundo ( Inglaterra, Alemanha, Esp...