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Mostrando postagens com o rótulo Carlos Drummond de Andrade

PERDER, GANHAR, VIVER

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Vi gente chorando na rua, quando o juiz apitou o final do jogo perdido; vi homens e mulheres pisando com ódio os plásticos verde-amarelos que até minutos antes eram sagrados; vi bêbados inconsoláveis que já não sabiam por que não achavam consolo na bebida; vi rapazes e moças festejando a derrota para não deixarem de festejar qualquer coisa, pois seus corações estavam programados para a alegria; vi o técnico incansável e teimoso da Seleção xingado de bandido e queimado vivo sob a aparência de um boneco, enquanto o jogador que errara muitas vezes ao chutar em gol era declarado o último dos traidores da pátria; vi a notícia do suicida do Ceará e dos mortos do coração por motivo do fracasso esportivo; vi a dor dissolvida em uísque escocês da classe média alta e o surdo clamor de desespero dos pequeninos, pela mesma causa; vi o garotão mudar o gênero das palavras, acusando a mina de pé-fria; vi a decepção controlada do presidente, que se preparava, como torcedor número um do país, pa...

E agora Palmeiras?

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Carlos Drummond de Andrade escreveu o imortal poema, José ,  em 1942. Coincidentemente ou não, decidi intitular este post baseado neste célebre poema, e que após checar a data que foi publicado, ganha ainda mais significado, pois 1942 é um ano emblemático para a história do Palmeiras. Depois do anticlímax de ontem, onde tudo estava propício para marcar a volta do Palmeiras para o seu lugar de origem e teve um desfecho melancólico, a pergunta que todos os Palmeirenses estão se fazendo desde o apito final deve ser, E agora Palmeiras? No poema, José teve seus momentos de festa e alegria e se encontra numa encruzilhada em sua vida, questionando seu sentido, seus valores e para onde deve ir, já que ele transmite angústia, dúvidas e questionamentos. E agora Palmeiras? Essa pergunta deve vir misturada de certezas e dúvidas, e creio que essas mesmas questões devem estar passando na cabeça dos atuais gestores do clube. O que esperar do Palmeiras no ano do s...

Na Idade da Pedra

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Estamos iniciando a segunda metade do ano e após as finais dos moribundos campeonatos estaduais, tivemos a grata experiência da Copa das Confederações, que mostrou pela primeira vez ao torcedor brasileiro o que é um evento futebolístico de primeiro mundo dentro do nosso país. Foram 15 dias intensos com a seleção brasileira se reencontrando com o futebol e com a torcida no mágico dia 30/06 no Maracanã e após essa grande momento do futebol, voltamos a realidade do Brasileirão e as fases mais agudas da Taça Libertadores da América. Independente do time que torcemos, quem é apaixonado por futebol se envolve com os grandes jogos, esperando sempre por momentos de emoção, beleza e superação. Situações clássicas e apaixonantes do futebol em nível mundial. A tão esperada quarta feira de final de Libertadores da América chegou e todo o foco de todos os envolvidos com o futebol na América do Sul deveriam estar voltados para Assunção no Paraguai. Uma ação lógica se a visão dos "diri...

Curto e Grosso

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A frase abaixo diz por si só os meus sentimentos, pensamentos e reflexões como torcedor e esportista. Boas reflexões! Depois da hora radiosa, a hora dura do esporte, sem a qual não há prêmio que conforte, pois perder é tocar alguma coisa mais além da vitória, é encontrar-se naquele ponto onde começa tudo a nascer do perdido, lentamente" (Carlos Drummond de Andrade). Meu grande amigo Vavá achou na internet essa preciosidade que eu recomendo assistirem.  Esse vídeo é para quem acredita que a bola não entra por acaso, mas sim com muita sabedoria, coragem, persistência e competência e que torcer contra nunca será o caminho.